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Uma jovem YouTuber inglesa chamada Marina Joyce decidiu que seria muito divertido passar a deixar sinais de que estaria sendo mantida presa, agredida e obrigada a gravar vídeos. Em seu canal no YouTube passou a agir de maneira bem diferente.

A descrição de seus vídeos, que antes continha diversas informações passou a ter poucos links. Dando a impressão de que outra pessoa estaria organizando seu canal. Ela passou a falar com um tom diferente, sorrir de maneira estranha e a fazer expressão de nervosismo, como se estivesse com medo de quem estava atrás da câmera. Há um vídeo em que ela tenta mostrar as meias mas não consegue, ato contínuo, ouve-se barulho de correntes. Como se ela estivesse com os pés acorrentados.

Estes sinais aliados com hematomas no corpo da adolescente e mais alguns pedidos de socorro sussurrados em seus vídeos (inaudíveis, pelo menos para mim…). Fizeram com que seus fãs começassem uma campanha para salvá-la.

Eles pediram para que, caso ela estivesse em perigo, que curtisse aquela mensagem. Ela curtiu todas estas publicações. A internet ficou em polvorosa, surgiram notícias e boatos de que ela havia sido morta e que seus restos foram encontrados pela polícia.

Houve quem dissesse que ela estaria sendo sequestrada pelo Estado Islâmico. Há quem diga que ela se viciou em drogas e foi trancada pelos pais. Outros pensam que ela estaria sendo violentada pelo namorado.

Tudo uma invenção da jovem que queria mais publicidade para seu canal e acabou ganhando projeção internacional. Todos sabem que na internet é normal aparecerem teorias da conspirações e de que sempre haverão aqueles malucos insistindo em suas teses.

Talvez ela esteja realmente passando por problemas. Mas eles não têm a ver com drogas nem com seus familiares e amigos. Muito menos com grupos de terroristas internacionais (!). O problema dela é a simples inconsequência de uma garota adolescente louca para que lhes deem mais atenção.

Porém esta é a parte normal da história. O esquisito é o interesse que eu, eu não apenas eu estou tendo por este caso. Os vídeos (nas mais diversas línguas!) relativos ao caso, tanto acreditando ou desmentindo a história, têm centenas de milhares ou alguns milhões de visualizações. Os comentários sempre muito apaixonados, tanto em suas ofensas quanto em suas defesas, com relação a garota.

Vi vários vídeos tanto em português quanto em espanhol. Resta em mim certa esperança. Esperança em encontrar alguma informação que me permita acreditar que aquela bela e jovem garota não mentiu para alcançar milhões de visualizações. Talvez eu ainda espere que ela perceba como fez algo que a prejudicará pelo resto de sua vida e que se desculpe com seus fãs e com todos que se preocuparam com o caso.

Há quem tolere a diversidade. Não tenha gosto por ela. Não procure situações de variedade. Não sou uma dessas pessoas. Gosto da variedade, diversidade, toda e qualquer diferença. Ver diversas pessoas nos mostra que há diversas possibilidades a nós mesmo. Mudamos lidando com a diversidade.

A mim o ecletismo não aparece como uma opção. Porém sim, uma necessidade. Ouvir vários estilos de música, ver diferentes tipos de filmes e ler diferentes livros é uma necessidade para qualquer alma que quiser ser viva e criativa. Gostar de diferentes tipos de coisas é uma possibilidade de ter variados caminhos abertos. É uma ampliação da liberdade de escolha e de criação. Porém diversidade não é apenas de coisas.

Gosto de pessoas. Sim, pessoas. De vários tipo. Mas evidentemente há aquelas que mais me atraem. Quando reconheço minha timidez em outros é um fator de aproximação. Aquela insegurança no falar, típico do tímido, o olhar inseguro. O nervosismo por vezes assemelha-se à apatia. Gosto daqueles que riem, sorriem, mesmo que por insegurança. O sorriso tímido é por vezes o mais gracioso. Porém prefiro o sorriso por divertimento. Como o riso, quando é gargalhado pode ser incômodo, porém é virtuoso por ser sincero. Aqueles que podem “apenas” sorrir, sem gargalhar, têm uma vantagem. Porém isso deve ser característica própria, nunca forçado.

Gosto daqueles que falam o que pensam, saber e gostam. Sem medo. São curiosas, por diversas coisas – sempre. Gosto daqueles que gostam de ciências exatas (e ciências de forma geral). Aqueles que têm interesse por números, razões, eventos físicos, experiências químicas e diversidades do mundo animal. Estas pessoas são interessantes para mim, mesmo que não gostem muito de pessoas.

Gosto das pessoas das artes. Interessados pela criação do belo, ou não. Por encantar outras pessoas, ou não. Ou por simplesmente encantar-se eternamente pela história passada e presente da arte. Gosto de curiosos e corajosos de uma forma geral.

Sou das humanidades. Faço parte desse pessoal que há séculos não pautam e nos incomodam.

Adoro pessoas graciosas de forma geral. principalmente as não temerosas. As que não temem as diversidades.

O que significa “fazer-se a vida”?

Por volta de dezesseis ou dezessete anos nos colocamos (ou nos impõe) algumas perguntas. O que iremos fazer de nossas vidas? Qual será nossa profissão? Como ganharemos a vida? Esta pergunta faria mais sentido há cem anos. Quando as carreias eram menos flexíveis e a opção de cursos universitários não era tão grande.

Hoje temos (ou tínhamos – e voltaremos a ter depois desta crise) uma grande possibilidade de mudar de carreira. Para quem tem uma boa formação e o domínio de línguas – ou até menos. A carreira que escolhermos agora provavelmente não será a que seguiremos a “vida inteira”. Até universidades de má qualidade têm uma grande gama de cursos para os quais podemos nos transferir, caso não gostemos do que “escolhemos”.

Ouvi esses dias de um amigo professor de cursinho a história do aluno de medicina que para entrar na universidade cursara quatro anos de cursinho. Cursou um ano de medicina e desistiu. Mas poderia ser qualquer outro curso. Descobrir de que não se gosta de um curso durante ele é moda agora. Tanto que o site de humor Sensacionalista recomendou que os cursos fornecessem um “test drive”.

Qual o sentido dessa pergunta hoje?

A adolescência é um ponto definitivo de nossa individualidade. O final deste período, que combina com o fim do colégio, é um ótimo momento para fazermos um rescaldo do tempo passado (ou perdido) e para definirmos quem somos. Para definir o que queremos fazer da vida, ou seja, fazermos a nós mesmos.

Tradução: Hey Jude

Hey Jude é uma música da banda de rock inglesa The Beatles, escrita por Paul McCartney e creditada a Lennon-McCartney. A canção evoluiu de “Hey Jules”, uma música escrita por McCartney para confortar o filho de John Lennon, Julian, durante o divórcio de seus pais. “Hey Jude” inicia com um verso estrutural incorporando a performance vocal de McCartney e o acompanhamento de piano; depois o instrumental é adicionado com a progressão da música. Após o quarto verso, a música passa a encerrar tornando-se gradualmente mais silenciosa processo que discorre durante mais de quatro minutos.

“Hey Jude” foi lançada em agosto de 1968 como o primeiro single da gravadora dos Beatles, a Apple Records. Com mais de sete minutos de duração, foi a mais longa música de sempre no top Britânico. Esteve também durante nove semanas como a primeira do top americano, a mais longa para uma canção dos Beatles. Hey Jude alcançou o recorde, como a canção a permanecer por mais tempo no top dos USA. O single vendeu aproximadamente 80 milhões de cópias e é frequentemente incluído por críticos profissionais nos listas de maiores canções de todos os tempos. Em 2013, Billboard a nomeou a decima melhor canção de todos os tempos.

Hey jude

Hey Jude, não sofra. / Ouça uma música triste e alegre-se / Lembre-se de deixá-la em seu coração / Então você pode começar a melhorar

Hey jude, não fique assustado / Você foi feito para vencer / O minuto em que você se entristece e enrijece-se / Então você começa a melhorar

E sempre que você sentir dor / Hey Jude, evite / Não carrregue o mundo / Sobre suas ombros

Bem, você sabe que é um idiota / Que entristece-se / Para deixar seu mundo menos feliz / Na na na na na na na na na

Hey Jude, não me entristeça / Você encontrou-a agora vá e pegue-a / Lembre-se de deixá-la em seu coração / Então você pode começar a melhorar

Então desabafe e deixe-se melhorar / Hey Jude, comece / O que você está à espera  de alguém para representar / E não sabe que precisa apenas de você?

Hey Jude, você deve fazer / Deve livrar-se / Do que está em seus ombros / Na na na na na na na na na

Hey Jude, não sofra. / Ouça uma música triste e alegre-se / Lembre-se de internalizá-la / Então você pode começar a melhorar

Melhor, melhor, melhor, melhor, melhor

Na, na, na, na na na na, na na na na, hey Jude
Na, na, na, na na na na, na na na na, hey Jude
Na, na, na, na na na na, na na na na, hey Jude
Na, na, na, na na na na, na na na na, hey Jude
Na, na, na, na na na na, na na na na, hey Jude

SvT: O tema desta entrevista é a generosidade. Em seus livros recentes você tem desenvolvido algo como uma ética da generosidade. Correto?

PS: Sim, no Esferas III: espumas e no Die nehmende Hand und die gebende Seite (A mão companheira e a doação) um livro publicado em francês com o apropriado título de Repenser l’impôt (Repensando a taxação). Sim, este é um dos motes do meu trabalho nos últimos anos.