Quem somos nós???

Placeholder Image

Me chamo Pedro Possebon Lopes de Faria. Mas escrevo sempre Pedro Possebon, não apenas por ser muito preguiçoso. Como também porque me lembra de que em toda minha vida consciente sempre vivi e convivi com a minha mãe e sua família. Vejo meu pai em situações esporádicas e conheço poucos membros da família dele.

Meu pai é uma figura interessantíssima, ele chama Vanderlei Lopes de Faria e é conhecido como Lela. Ele é produtor cultural e trabalhou por muito tempo na prefeitura de Santo André, sob governo do PT. Trabalhando principalmente com música ele conhece muitos artistas interessante e alguns grandes nomes, principalmente os ligados a vanguarda paulistana da década de oitenta, principalmente Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Minha mãe sempre conta que ele chegou a trabalhar com nomes como Rita Lee, Titãs e até Raul Seixas. Quando jovem ele jogou basquete, neste meio ele conheceu o futuro prefeito de Santo André Celso Daniel, que o levou ao Partido dos Trabalhadores. Neste ele conheceu minha mãe, Regina Aparecida Possebon, na época recém formada em Letras na Universidade de São Paulo.

Devo minha vida ao partido dos trabalhadores, além da corrupção e do populismo tenho ainda muitos queixas para fazer ao partido!

Apesar de viver em um ambiente muito politizado, a política apareceu apenas num segundo momento da minha infância.

Creio a que primeira memória que tenho na vida tenha sido de um dia específico – claro, qualquer um dirá que é um apanhado de vários dias distintos que minha memória misturou para dar sentido. Mas um fato em especial mudou minha vida para sempre. Não foi o dia em que aprendi a escrever meu nome, mas sim quando aprendi a somar e a subtrair. Tendo minhas professoras mostrado uma série de números, tive grande facilidade em somá-los e subtraí-los. Aquilo era tão divertido e tão fácil, o melhor era quando as professoras vinham corrigir meus resultados. Elas mostravam umas às outras, impressionadas. Cheguei a me sentir um rei da matemática. Naquele momento eu percebi que o que é que fosse fazer na vida, meu caminho seria a vida intelectual. Eu queria ser um homem de ciência, mas como me preocupo com os outros decidi me tornar inventor. Na realidade foi isto me vim a me tornar, porque hoje eu invento textos, não era precisamente isso que eu queria, mas serve. Disse para todos que seria inventor, me disseram que esse trabalho não existia, pensei em desistir da carreira. Uma mente suja chegou a me dizer que na realidade se chamava a este ofício engenharia. Na minha primeira infância decidi ser engenheiro.

Minhas escolas nunca me deram nenhum incentivo a minha curiosidade relativa ao conhecimento. Nem mesmo minha família, que no máximo me deu algum senso crítico quanto a política, o que em muitos momentos foi um peso maior contra meus estudos que a favor. Agradecimentos eu devo apenas a TV Cultura. Não me vejo, nem hoje, nem ontem, muito menos amanhã, sem a programação desta emissora.

Passei meus primeiros quatro anos numa escola municipal (EMEIF, como escrevíamos) com o nome de uma grande escritora infantil Sílvia Orthof. A partir da quinta série passei três anos na escola estadual Sérgio Milliet da Costa e Silva, importante jornalista que fez parte da semana de 22. Diz a lenda que a escola se chamava no passado Colégio Paranapiacaba, porque um gênio confundiu os mapas. Estudei por um ano no Colégio Vivare, onde terminei o ensino fundamental. Estudei um ano numa escola estadual chamada Celso Gama (onde eu não tive professor de matemática, o que foi uma das minhas maiores tragédias), de onde sai quando comecei um curso técnico de mecatrônica numa ETEC. Neste curto período estudei no grande Américo brasiliense, que ficava ao lado da prefeitura, ou seja, colado com a biblioteca municipal e na outra rua estava a ETEC. Essa proximidade com a biblioteca foi minha grande diversão e minha maior desgraça. Não levei nem um ano para largar o técnico. Quando passei a estudar numa escola chamada Generoso Alves de Siqueira, ex-prefeito de Santo André.

Todo meu percurso escolar me afastou interesse por ciências e matemáticas. Bons ares me trouxeram a filosofia, e minha curiosidade me trouxe alguma cultura literária. Felizmente este ano encontrei um espaço onde posso fazer proliferar todas as minhas curiosidades.

Não falei aqui sobre muitas coisas. Sobre como quando eu decidi que iria me formar em economia na USP, eu tinha dez anos nessa época. Foi uma maneira de conciliar minha curiosidade pela economia e meu interesse pela matemática. Depois decidi ser jornalista, aos doze anos, quando vi os jornalista do programa CQC… aos quatorze decidi fazer filosofia. Granças a alguém que merece vários outros textos. Granças a ele entrei para o CEFA, onde conheci um animal musical Chamado Isaías Bispo de Miranda. Um violoncelista que pensa sempre musicalmente, normalmente ele pensa bosta, mas sempre com uma bela harmonia. Com ele resolvi lançar um blog, este por acaso, o blog Delírios intempestivos.

Pedro Possebon, Santo André, 14 de maio de 2016

Advertisements

2 thoughts on “Quem somos nós???”

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s